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Bateria de Carro Elétrico no Fim da Vida: para Onde Vai?

Para onde vai a bateria do carro elétrico? Veja segunda vida, reciclagem, o projeto de lei que está na Câmara (PL 2.132/2025) e a planta da Tupy.

Dois conjuntos de baterias de veículos elétricos lado a lado
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Uma das dúvidas mais comuns de quem pensa em comprar um elétrico é o que acontece com a bateria depois de alguns anos. Ela não vira lixo quando perde capacidade: pode ganhar uma segunda vida em armazenamento de energia ou ser reciclada para recuperar lítio, cobalto e níquel.

Hoje a regra geral é a responsabilidade compartilhada da lei dos resíduos sólidos; uma política específica (PL 2.132/2025) já passou pelo Senado e aguarda a Câmara, com logística reversa facultativa na versão atual. Separo o que já funciona, o que ainda é projeto e o que não dá para afirmar.

Atualizado em 19/10/2026.

Quando a bateria do carro elétrico chega ao fim da vida útil?

Geralmente quando a capacidade cai para 70% a 80% do original, e não quando ela para de funcionar. Segundo o especialista Jeferson Santos, da FMU, ouvido pela CNN Brasil, o efeito é menos autonomia e aceleração, não uma falha total.

A mesma matéria diz que as células de lítio atuais suportam cerca de 3.000 ciclos de carga, o que em teoria permitiria rodar mais de 1 milhão de km antes da troca. É uma estimativa teórica; a durabilidade real depende do modelo e do uso. Para custo e garantia, veja quanto custa e como funciona a bateria.

Para onde vai a bateria usada?

Há dois caminhos principais, segundo a CNN Brasil:

DestinoO que éObservação
Segunda vidaA bateria é reagrupada para armazenar energia, como apoio a sistemas solares e à estabilidade da redeO especialista diz que cerca de 70% das baterias que saem dos carros mantêm de 75% a 88% da capacidade
ReciclagemRecuperação de lítio, cobalto e níquelPode reduzir em até 28% a necessidade de mineração primária até 2050, segundo o especialista

Os números são de um especialista ouvido pela reportagem, não de um estudo aberto.

Já existe reciclagem de baterias de carros elétricos no Brasil?

Sim, em escala piloto. A Tupy iniciou, em abril, uma planta-piloto de reciclagem por hidrometalurgia no IPT, em São Paulo, com participação da USP, de acordo com o Portal de Prefeitura. A capacidade inicial é de 400 toneladas por ano, com meta de chegar a 10.000 toneladas, o equivalente a cerca de 25.000 carros elétricos por ano. O investimento é de mais de R$ 45 milhões, e a planta recupera lítio, cobalto, níquel e manganês com pureza acima de 90%.

Esses dados vêm de uma única fonte, sem material da empresa, então trate a meta como intenção, não como fato consumado.

O que a lei diz hoje sobre o descarte?

Pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010), a responsabilidade é compartilhada, segundo a CNN Brasil: as montadoras devem estruturar a logística reversa, as concessionárias funcionam como pontos de coleta e o consumidor deve entregar a bateria usada em locais autorizados. Ainda não há uma lei específica para baterias de veículos elétricos.

O que prevê o projeto de lei em tramitação?

O PL 2.132/2025, do senador Jaques Wagner, cria a Política Nacional de Circularidade das Baterias Veiculares. A Comissão de Meio Ambiente do Senado aprovou o texto em 1º de setembro, e o projeto foi enviado à Câmara dos Deputados, que o recebeu em 16 de setembro, segundo o Congresso Nacional. Na página, ele aguarda despacho do presidente da Câmara.

De acordo com o Canal VE, o texto aprovado:

  • cobre todo o ciclo de vida, da fabricação ao descarte, com reaproveitamento, rastreabilidade e reciclagem;
  • obriga fabricantes a informar os materiais usados e permite ao poder público fixar metas de recuperação;
  • prevê um possível “passaporte da bateria”, com dados como ciclos de carga;
  • cria um comitê gestor, linhas de crédito e compras públicas circulares;
  • torna a logística reversa facultativa: coleta, reciclagem e destinação ficam para acordos, termos de compromisso ou regulamentos.

Essa última regra mudou: em junho, o texto previa um plano de logística reversa em 180 dias, de acordo com o O Imparcial. Uma emenda do senador Hamilton Mourão flexibilizou o ponto, sob o argumento de que regras rígidas poderiam aumentar custos e reduzir investimentos, segundo o Canal VE. Na Câmara, o texto ainda pode mudar.

Há projeto semelhante em algum estado?

Em São Paulo, o PL 1296/2025, do deputado Jorge do Carmo, foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia em abril, conforme o Diário do Transporte. Ele obriga logística reversa por fabricantes, importadores e comerciantes, com fiscalização da Cetesb e multas, e ainda segue para outras comissões. Não encontrei projeto equivalente no Espírito Santo.

O que isso muda para quem compra um elétrico?

Na prática, hoje a destinação depende da montadora e da concessionária. Ao comprar, vale perguntar por escrito o que a marca faz com a bateria no fim da vida, além do prazo de garantia. Para entender o custo de uso, veja como carregar em casa, se carro elétrico paga IPVA e os elétricos mais baratos do Brasil. A segunda vida das baterias também liga os carros à energia solar: baterias usadas armazenam o excesso do sol, tema do nosso guia de veículos elétricos.

O que ainda precisa ser confirmado?

Faltam o texto final aprovado pela Câmara, o prazo de tramitação, dados oficiais de baterias descartadas no país e a capacidade real das plantas de reciclagem. Vamos atualizar este post quando a Câmara votar o PL 2.132/2025.

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Fontes

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Wanderley S. De Oliveira

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